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Dicas de Saúde

Dieta equilibrada pode ajudar a prevenir o aparecimento de cálculo renal

Publicado em 24/04/2014


A dor causada pelo cálculo renal quando em vias de eliminação é muito forte, aguda. É uma dor lombar alta, unilateral, pois raramente se manifesta nos dois lados das costas. Diferente da dor crônica, esta irradia-se pelo flanco (região lateral do abdômen), pela pelve e pode se refletir nos genitais, à medida em que o cálculo progride pelas vias urinarias.

Além da dor intolerável, que faz até com que alguns pacientes desfaleçam, este quadro está relacionado também a outros sintomas, tais como: vômitos, febre, dor para urinar, sangue na urina, mas o sintoma clássico é mesmo dor aguda, forte e intensa que muitas mulheres comparam à dor de parto.

Na verdade, entre as dores que podem ocorrer nas costas e no abdômen, talvez esta seja mesmo a de maior intensidade. Diagnosticando Para ter a certeza de que se trata de um caso de cálculo renal, o urologista se baseia na cólica renal clássica apresentada nos momentos de crise.

Entretanto, alguns pacientes têm cálculo renal sem dor ou com dor leve lombar, o que é muito perigoso. Há casos em que a pedra migrou para o ureter, provocou um pouco de dor, que desapareceu depois de algum tempo, apesar de ela não ter sido eliminada. Isso pode causar a obstrução das vias urinárias, colocando em risco o rim do paciente. 

O exame de urina, um ultrassom das vias urinárias ou, em casos especiais, uma tomografia helicoidal multi-slice são vitais para o diagnóstico preciso da doença. É importante ressaltar que cálculos pequenos, de até 5 mm, também precisam ser tratados.

O diagnóstico correto é muito importante para diferenciar um quadro de cólica renal de outros que também causam dores agudas como: apendicite, inflamação ou perfuração intestinal, inflamação e infecção ginecológica dos anexos, dentre tantas outras possibilidades.

 

O papel da dieta

O cálculo renal pode ter origem hereditária em muitos casos, mas na grande maioria são ocasionados por algum distúrbio metabólico que faz com que os cristais, normalmente eliminados pela urina, se precipitem e formem a pedra. São dez os erros metabólicos conhecidos, sendo que a hiper-absorção de cálcio pelo intestino, é apenas um deles, passível de correção com uma dieta rica em cálcio. Nas outras nove possibilidades, além de mudanças na dieta alimentar, é necessário correção com medicação ou suplementação mineral.

Alguns cálculos são decorrentes do excesso de ácido úrico ou oxalato de cálcio na urina, de infecções urinárias de repetição, de falta de citrato ou de uma doença chamada cistinúria. Em mais de 50% dos casos, seja em homens, seja em mulheres, eles são formadas por oxalato de cálcio. Feito o diagnóstico, recomenda-se uma avaliação metabólica porque a abordagem terapêutica e o prognóstico podem ser diferentes de acordo com o tipo de cálculo.

Para saber o tipo de cálculo, é necessário fazer a análise laboratorial da pedra expelida pelo organismo. Como nem sempre isso é possível, pode-se recorrer a exames de urina e sangue para estabelecer as dosagens de oxalato, do cálcio sérico e urinário, do ácido úrico, da cistina ou do citrato presentes no organismo. 

Cada tipo de cálculo pode demandar uma abordagem específica de tratamento. Para evitar a formação de novos cálculos pode-se recorrer a tratamentos não farmacológicos e a tratamentos farmacológicos. Se o paciente apresenta algum distúrbio metabólico intestinal, interferir na dieta, por exemplo, pode ser uma boa opção. 

Alguns fatores dietéticos estão relacionados com a maior produção de cálculos renais. Reduzir a ingestão de sal tem efeito benéfico sobre a formação de cálculos. A mesma coisa acontece com as proteínas. Dietas hiperproteicas favorecem o aparecimento de pedras nos rins se o erro metabólico apontar para esta causa. A ingestão de líquidos também deve ser maior, de dois a três litros por dia, o necessário para urinar pelo menos dois litros por dia. 

O ideal é que essa ingestão de líquidos seja homogênea durante as 24 horas. Os refrigerantes e o suco de tomate, se tomados todos os dias, em pacientes propensos favorecem a formação de cálculos renais. A vitamina C que muitas pessoas tomam regularmente porque acham que é bom para a saúde, em altas doses, estimula a excreção de oxalato que pode provocar aumento na freqüência dos cálculos. Por isso, a automedicação com vitamina C, em grandes doses e por longo período de tempo, deve ser evitada.

Fonte: DM


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