Dezembro Laranja: prevenção e detecção precoce do câncer de pele
Publicado em 05/12/2023
O Brasil é um país tropical, com alta exposição solar durante praticamente todo o ano. Estar em contato com a luz do sol é essencial para a saúde e o bem-estar, sendo a principal fonte de vitamina D, importante para a mineralização adequada dos ossos — especialmente em crianças e em situações específicas de risco.
A luz solar também influencia o humor e a disposição das pessoas. O segredo é a moderação, porque a exposição excessiva ou inadequada ao sol aumenta significativamente o risco de câncer de pele, doença caracterizada pelo crescimento descontrolado e anormal das células da pele.
Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) escolhe dezembro — início do verão no hemisfério sul — para a campanha “Dezembro Laranja”, com foco na prevenção e na detecção precoce do câncer de pele. Os cuidados vão além do uso de filtro solar e incluem:
Evitar a exposição intensa ao sol entre 10h e 16h;
Usar chapéu, boné, óculos de sol e roupas com proteção ultravioleta;
Proteger-se com guarda-sol ou sombrinha;
Aplicar filtro solar regularmente nas áreas expostas.
Incidência do câncer de pele no Brasil
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2020 foram registrados:
Câncer de pele não melanoma: 176.930 casos (83.770 homens e 93.160 mulheres)
Câncer de pele melanoma: 8.450 casos (4.200 homens e 4.250 mulheres)
O câncer de pele mais comum é o não melanoma, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos no país.
Tipos de câncer de pele
Câncer de pele não melanoma
Ocorre pelo crescimento anormal e descontrolado das células da pele. É o tipo mais frequente e de menor mortalidade, mas se não for tratado precocemente pode exigir ressecções extensas e causar alterações estéticas.
Principais subtipos:
Carcinoma basocelular: menos agressivo, atinge células da camada profunda da epiderme;
Carcinoma espinocelular (ou epidermóide): afeta células escamosas das camadas superiores da pele.
Câncer de pele melanoma
Origina-se nas células produtoras de melanina, o pigmento que dá cor à pele. É mais frequente em adultos de pele clara, mas também pode surgir em pessoas de pele negra, especialmente em áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés.
O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele, devido ao risco de se espalhar para tecidos e órgãos próximos, mas quando detectado precocemente, o prognóstico é favorável.
Fatores de risco e sinais de alerta
O risco de câncer de pele aumenta com a exposição prolongada e repetida ao sol, especialmente em pessoas com:
Pele clara, olhos claros ou cabelos ruivos/loiros;
Albinismo;
Histórico familiar de câncer de pele;
Doenças de pele prévias;
Sistema imunológico debilitado;
Exposição à radiação artificial.
Sinais de alerta incluem:
Manchas que coçam, descamam ou sangram;
Pintas ou sinais que mudam de tamanho, forma ou cor;
Feridas que não cicatrizam em até 4 semanas.
Ao perceber qualquer um desses sinais, procure imediatamente a unidade de Atenção Primária à Saúde (APS) mais próxima da sua residência.
Fonte:
Ministério da saúde
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