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Você sabe o que é hipertensão?

Publicado em 08/01/2024


Pressão 12 por 8: o que isso realmente significa?
Quem nunca ouviu a expressão “minha pressão está 12 por 8”? Esses números são bastante conhecidos quando o assunto é pressão arterial. Mas, para entender melhor, é importante lembrar que a hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada pela elevação persistente da pressão do sangue nas artérias, medida corretamente em pelo menos duas ocasiões diferentes.
Considera-se hipertensão quando os níveis são iguais ou superiores a 140/90 mmHg — popularmente chamados de “14 por 9”. Portanto, a medida 12 por 8 (120/80 mmHg) está dentro do intervalo considerado normal.
O que a pressão alta provoca no organismo?
Quando a pressão permanece elevada ao longo do tempo, o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue para todo o corpo. Esse sobrecarga pode trazer consequências importantes.
A hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como:
Acidente vascular cerebral (AVC);
Infarto agudo do miocárdio;
Aneurisma arterial;
Insuficiência cardíaca;
Comprometimento da função renal.
Trata-se de uma condição multifatorial, influenciada tanto por predisposição genética quanto por hábitos de vida inadequados.
Sintomas existem?
Na maioria das vezes, a hipertensão é silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas. Quando eles surgem, geralmente estão associados a elevações acentuadas da pressão ou a algum comprometimento de órgãos-alvo.
Entre os sinais mais relatados estão:
Dor de cabeça, especialmente na região da nuca;
Tontura;
Zumbido no ouvido;
Fraqueza;
Visão embaçada.
Por isso, medir a pressão regularmente é fundamental, mesmo na ausência de sintomas.
A hipertensão tem cura?
A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicamentos prescritos por profissional de saúde.
A adoção de hábitos saudáveis é decisiva para o controle adequado da pressão arterial. Entre as principais recomendações estão:
Manter o peso adequado;
Reduzir o consumo de sal;
Evitar temperos prontos industrializados, como caldos concentrados e misturas prontas, que geralmente contêm alto teor de sódio;
Priorizar temperos naturais como alho, cebola, ervas frescas e especiarias;
Basear a alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados, como arroz, feijão, frutas, legumes e verduras;
Aumentar o consumo de frutas, vegetais, cereais integrais, peixes, aves e oleaginosas;
Reduzir alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas;
Praticar atividade física regularmente (ao menos 150 minutos semanais de intensidade moderada);
Não fumar e evitar ambientes com fumaça;
Moderar o consumo de álcool;
Controlar adequadamente doenças associadas, como o diabetes.
Frutas como banana, laranja, mamão, goiaba, abacate e melão, além de oleaginosas como castanhas e nozes, contribuem para maior ingestão de potássio, nutriente que auxilia no equilíbrio da pressão arterial.
Fatores de risco: o que influencia no desenvolvimento da hipertensão?
De acordo com Patrícia Oliveira, da Coordenação de Vigilância das Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, os principais fatores de risco para hipertensão estão ligados ao estilo de vida.
Entre eles, destacam-se:
Alimentação inadequada, especialmente rica em ultraprocessados;
Consumo excessivo de álcool;
Tabagismo;
Sobrepeso e obesidade;
Sedentarismo.
A boa notícia é que esses fatores são modificáveis. Mudanças no padrão alimentar, prática regular de atividade física e abandono do cigarro reduzem significativamente o risco de desenvolver a doença.
Hipertensão em números no Brasil
Dados do VIGITEL (2021) mostram que 26,3% dos adultos que vivem nas capitais brasileiras e no Distrito Federal referiram diagnóstico médico de hipertensão arterial.
A prevalência aumentou ao longo dos anos: era de 22,6% em 2006 e chegou a 26,3% em 2021. O crescimento foi observado tanto em homens quanto em mulheres, sendo mais frequente com o avanço da idade. Entre pessoas com 75 anos ou mais, mais de 60% relataram diagnóstico de hipertensão.
Por que conhecer esses dados é importante?
Segundo Patrícia Oliveira, o acesso às informações sobre fatores de risco estimula a população a buscar prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
Além disso, comunidades bem informadas conseguem reivindicar melhorias nos serviços de saúde, especialmente por meio da Atenção Primária no Sistema Único de Saúde (SUS).
O enfrentamento da hipertensão e de outras doenças crônicas depende de ações integradas, envolvendo políticas públicas, promoção de ambientes saudáveis e conscientização da população. Dados confiáveis são fundamentais para orientar estratégias eficazes de prevenção, acompanhamento e cuidado.

Fonte: Ministério da Saúde



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