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O que você precisa saber sobre vacinas, miocardite e morte súbita

Publicado em 16/01/2024


O que é miocardite?
A miocardite é uma inflamação do músculo do coração. Trata-se de uma condição incomum, que pode surgir como complicação de infecções virais e bacterianas, exposição a toxinas, uso de determinados medicamentos ou ainda em decorrência de doenças sistêmicas.
Os sintomas podem variar de intensidade, incluindo:
Dor no peito;
Falta de ar;
Tontura;
Batimentos cardíacos irregulares;
Inchaço nas pernas;
Cansaço excessivo.
Em muitos casos, a evolução é leve e autolimitada, mas a avaliação médica é fundamental para diagnóstico e acompanhamento adequados.
Por que a miocardite foi associada às vacinas contra a Covid-19?
A miocardite já era considerada um Evento Adverso de Interesse Especial (EAIE) antes mesmo do início da vacinação contra a Covid-19. Os EAIE são condições que precisam ser monitoradas durante o desenvolvimento e a aplicação de vacinas, independentemente de haver comprovação de relação causal.
Com o início da vacinação em massa, sistemas de vigilância em vários países identificaram um pequeno aumento no número de casos de miocardite após a aplicação de vacinas de tecnologia mRNA, especialmente em homens jovens e com maior frequência após a segunda dose.
Apesar disso, trata-se de um evento extremamente raro, com estimativa de 0,3 a 5 casos a cada 100 mil doses aplicadas. Além disso, a evolução costuma ser favorável, com taxa de sobrevida superior a 99%.
Em contrapartida, a miocardite associada à própria infecção pela Covid-19 ocorre com muito mais frequência — entre 1.000 e 4.000 casos a cada 100 mil pessoas infectadas — e apresenta prognóstico menos favorável.
Estudos demonstram que, ao prevenir a infecção pelo coronavírus, as vacinas também reduzem significativamente o risco de complicações cardíacas decorrentes da doença.
No Brasil, o risco observado de miocardite após a vacinação foi inferior ao registrado em outros países. Um dos fatores apontados para essa diferença foi o intervalo maior entre as doses adotado no país, estratégia que pode reduzir a ocorrência de eventos adversos mais intensos. Não houve registro de óbitos em crianças e adolescentes relacionados a esse evento no contexto da vacinação.
É importante destacar que parte das informações que circulam nas redes sociais omite dados fundamentais sobre os benefícios da imunização, distorcendo a percepção de risco e incentivando decisões baseadas em conteúdos fora de contexto.
O que são eventos adversos?
Todo medicamento — incluindo vacinas — pode causar eventos adversos, popularmente chamados de “reações”. A maioria é leve e temporária, como:
Dor no local da aplicação;
Febre baixa;
Dor de cabeça;
Mal-estar.
Eventos graves são raros e, quando ocorrem, passam por investigação rigorosa para verificar se existe relação causal com a vacinação.
No Brasil, o monitoramento é conduzido pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, além das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Esse sistema permite avaliar continuamente a segurança e o benefício das vacinas utilizadas no país.
Posso confiar na vacinação?
Sim. A vacinação é uma das estratégias de saúde pública mais eficazes para prevenção de doenças graves e mortes evitáveis.
Além das ações coordenadas pelas autoridades sanitárias, cada pessoa também pode contribuir no combate à desinformação. Antes de compartilhar conteúdos alarmantes, é fundamental verificar a fonte, buscar informações em canais oficiais e desconfiar de mensagens que utilizam dados antigos ou fora de contexto.
Evitar a disseminação de informações falsas é uma forma de proteger não apenas a própria saúde, mas também a de toda a comunidade.

Fonte: Ministério da Saúde



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