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Você sabia que a atividade física pode prevenir o câncer em homens?

Publicado em 17/11/2024


Adotar hábitos saudáveis é fundamental para garantir mais qualidade de vida e bem-estar. Uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física são pilares essenciais nesse processo. O corpo humano foi projetado para se manter em movimento, mas a rotina moderna tem reduzido significativamente os níveis de atividade diária, aumentando o tempo em comportamento sedentário.
No campo da oncologia, diversas pesquisas já demonstram a relação entre estilo de vida e o desenvolvimento de tumores. A atividade física é amplamente reconhecida por contribuir para a prevenção e o controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade — e o câncer também integra essa lista.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, embora fatores genéticos possam influenciar o surgimento da doença, a maioria dos casos de câncer está associada a fatores externos e modificáveis, como alimentação inadequada, consumo de álcool, excesso de gordura corporal e inatividade física.
De acordo com o profissional de Educação Física Alan de Moraes, especialista em fisiologia do exercício aplicada a grupos especiais e pesquisador na área de oncologia e atividade física, manter-se ativo favorece o funcionamento do trato gastrointestinal, fortalece o sistema imunológico, auxilia no controle do peso e contribui para o equilíbrio hormonal — fatores importantes na redução do risco de diferentes tipos de câncer.
O excesso de peso merece atenção especial. Sobrepeso e obesidade estão relacionados ao aumento do risco de vários tumores, como o câncer de intestino. Do ponto de vista biológico, o acúmulo de gordura corporal pode manter o organismo em um estado inflamatório crônico, favorecendo alterações celulares e o desenvolvimento de doenças.
Entre os homens, os tipos de câncer mais frequentes incluem próstata, cólon e reto, pulmão (traqueia e brônquios), estômago e cavidade oral. Além do sedentarismo, destacam-se como fatores de risco idade acima de 50 anos, histórico familiar (parente de primeiro grau com câncer), alterações genéticas, tabagismo, consumo de álcool e obesidade. É importante ressaltar que a presença de um ou mais fatores de risco não significa, necessariamente, que a doença irá se manifestar, mas aumenta essa probabilidade.
Estimular a prática regular de atividade física e reduzir o tempo sedentário é uma medida preventiva que beneficia homens e mulheres de todas as idades. Trata-se de um hábito protetor não apenas contra o câncer, mas também contra diversas doenças crônicas.
Atividade física além da prevenção
Os benefícios do movimento vão além da prevenção. A prática regular de exercícios contribui para a redução do estresse, da ansiedade e dos sintomas depressivos, além de promover maior sensação de bem-estar — aspectos especialmente relevantes para pessoas que enfrentam ou já enfrentaram tratamento oncológico.
Para pacientes em tratamento, a atividade física pode ajudar a minimizar efeitos adversos da quimioterapia, como fadiga e perda de força muscular, além de preservar o condicionamento cardiorrespiratório. Também pode auxiliar na prevenção de complicações cardiovasculares associadas a determinados tratamentos.
Homens em tratamento ou no período pós-tratamento podem — e devem — praticar atividades físicas, desde que com orientação adequada. Caminhadas leves, passeios de bicicleta ao ar livre e exercícios supervisionados em academias são exemplos possíveis. A recomendação é sempre contar com acompanhamento de um profissional de Educação Física habilitado e seguir as orientações do médico oncologista.
Durante fases mais delicadas do tratamento, como quimioterapia ou radioterapia, é indicado priorizar atividades leves, de curta duração e distribuídas ao longo do dia. Situações como feridas cirúrgicas ainda não cicatrizadas ou dor aguda podem exigir a suspensão temporária da prática, conforme avaliação médica.

Fonte: Ministério da Saúde



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