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Por que o risco de osteoporose aumenta depois da menopausa?

Publicado em 02/12/2024


Uma em cada três mulheres com mais de 50 anos desenvolverá osteoporose ao longo da vida. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de metade dessas mulheres poderá sofrer ao menos uma fratura em decorrência da doença. Silenciosa e muitas vezes descoberta apenas após complicações, a osteoporose atinge aproximadamente três vezes mais mulheres do que homens — diferença que está diretamente relacionada às mudanças hormonais da menopausa.
O que é a osteoporose?
O tecido ósseo está em constante renovação ao longo da vida. Enquanto pequenas áreas do osso são reabsorvidas, outras são formadas, garantindo crescimento, resistência e manutenção da densidade óssea. Nutrientes como cálcio e fósforo, obtidos por meio da alimentação e de hábitos saudáveis, são essenciais para manter os ossos fortes.
Por volta dos 30 anos, no entanto, o processo de perda óssea começa a superar o de formação. Com o passar do tempo, os ossos tornam-se menos densos, mais frágeis e suscetíveis a fraturas — quadro que caracteriza a osteoporose.
Por que a menopausa aumenta o risco?
Segundo o ortopedista Marcelo Ruck, da Santa Casa de Mauá (SP), existem dois tipos principais de osteoporose: a primária, associada principalmente à queda do estrogênio após a menopausa; e a secundária, que surge como consequência de outras condições, como artrite reumatoide, diabetes, hipertireoidismo, além de fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool e sedentarismo.
A redução do estrogênio durante a menopausa é um fator determinante, pois esse hormônio exerce papel fundamental na manutenção da saúde óssea, auxiliando na fixação do cálcio nos ossos. Com a queda hormonal, a reabsorção óssea se intensifica, elevando o risco de fragilidade.
Complicações da osteoporose
Apesar de não causar sintomas nas fases iniciais, a osteoporose pode trazer impactos significativos na qualidade de vida. As fraturas são as complicações mais comuns, especialmente no quadril, punho e coluna.
A fratura de quadril é considerada a mais grave, pois está associada a maior risco de incapacidade e mortalidade. Muitas vezes, ocorre após uma queda da própria altura, quando a fragilidade óssea faz com que o peso do corpo seja suficiente para provocar a quebra do osso.
No Brasil, estima-se que ocorram cerca de 2,4 milhões de fraturas por ano relacionadas à osteoporose. Parte desses casos evolui com complicações graves, como tromboembolismo, embolia gordurosa e infecções pós-operatórias. Entre os sobreviventes de fratura de quadril, aproximadamente metade perde a independência para realizar atividades do dia a dia, podendo necessitar de apoio para locomoção ou cuidados permanentes.
Importância do diagnóstico precoce
Identificar a osteoporose antes da ocorrência de fraturas é fundamental. O exame indicado para o diagnóstico é a densitometria óssea. A recomendação é que mulheres a partir dos 65 anos e homens acima dos 70 realizem o exame regularmente. Mulheres na pós-menopausa ou pessoas com fatores de risco também devem conversar com o médico sobre a necessidade de avaliação antecipada.
Tratamento e prevenção
O tratamento inclui medicamentos que reduzem a perda de massa óssea e medidas para diminuir o risco de quedas e fraturas, como a prática de exercícios físicos orientados. Em casos de fraturas, a abordagem pode ser cirúrgica.
A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Entre as principais recomendações estão:
Praticar atividades físicas regularmente;
Manter alimentação rica em cálcio e vitamina D;
Consumir leite e derivados (cerca de 600 mL por dia para adultos);
Incluir vegetais verde-escuros na dieta;
Tomar sol em horários adequados (antes das 10h e após as 16h).
Cuidar da saúde óssea ao longo da vida é essencial para envelhecer com mais autonomia e qualidade de vida.

Fonte: Site Drauzio Varella



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