Publicado em 06/01/2025
Fumar apenas nos finais de semana também oferece riscos à saúde
Bares e festas são cenários comuns para quem fuma socialmente, especialmente porque é frequente encontrar pessoas com cigarro na mão. Para muitos, é nesse contexto que começa o início de um vício e de uma doença crônica: o tabagismo. Mesmo quando feito de forma ocasional, fumar traz riscos à saúde, e é importante lembrar que não existe nível seguro de consumo de nicotina.
Consequências do fumo de final de semana
O primeiro risco é que o fumante social acabe se tornando um fumante regular. A médica pneumologista Nancilene Melo explica que um fumante regular é definido como quem já fumou mais de 100 cigarros ao longo da vida. Quem fuma apenas nos finais de semana pode atingir esse número rapidamente devido ao aumento da regularidade do consumo, elevando a exposição ao tabaco e, consequentemente, o risco de doenças relacionadas ao cigarro.
Outro fator que agrava a situação é a associação com o álcool. Inicialmente estimulante, o álcool logo passa a atuar como depressor do sistema nervoso central, enquanto a nicotina continua estimulando. Essa combinação provoca a sensação de equilíbrio do nível de consciência e aumenta a frequência do consumo de tabaco, elevando os riscos à saúde.
Existe abstinência para quem fuma apenas nos finais de semana?
A resposta depende do contexto do fumante. O estado emocional e as situações sociais desempenham papel importante.
“A nicotina atua na região de recompensa do cérebro e cria associações que aliviam temporariamente estresse e ansiedade. Muitas pessoas acabam se habituando a fumar em eventos sociais, associando o cigarro ao momento de descontração com amigos”, explica a médica.
É importante diferenciar dependência física da dependência social. No segundo caso, a pessoa sente falta do contexto em que costumava fumar, e não necessariamente da nicotina. A predisposição individual também conta: algumas pessoas tornam-se dependentes rapidamente, enquanto outras levam mais tempo.
Riscos para fumantes passivos
O fumante passivo também sofre os efeitos do tabaco. Quanto maior a exposição à fumaça, maior o risco de desenvolver doenças, como alergias e câncer. A fumaça inalada inclui as substâncias da queima do cigarro e a exalada pelo fumante ativo. Além disso, a fumaça se fixa na pele, roupas e cabelos, aumentando a exposição.
Novas formas de consumo de tabaco, como cigarros eletrônicos e narguilé, podem ser ainda mais prejudiciais. A quantidade e a densidade da fumaça exalada nesses casos são superiores às do cigarro tradicional, potencializando os riscos para fumantes e passivos.
Fonte: Ministério da Saúde