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Atividade Física na prevensão da dislipidemia e DAP

Publicado em 17/01/2025


A importância da atividade física na saúde cardiovascular
Praticar atividades físicas regularmente é fundamental para manter a saúde e prevenir o acúmulo de gorduras no sangue. Além de melhorar o perfil lipídico — que mede a quantidade de gorduras circulantes — a prática de exercícios ajuda a aumentar os níveis de colesterol HDL, conhecido como “colesterol bom”. Esses efeitos são benéficos para a população em geral, mas se tornam ainda mais importantes para pessoas que já apresentam doenças cardiovasculares ou dislipidemia, atuando de forma terapêutica ao reduzir o excesso de gordura no organismo.
O que é dislipidemia?
A dislipidemia é um fator de risco relevante para doenças cardiovasculares, pois contribui para o desenvolvimento da aterosclerose. Essa condição ocorre quando placas formadas por gordura, cálcio e outros elementos se acumulam nas artérias, causando inflamação e obstrução. Dependendo da artéria afetada, os sintomas podem variar: quando comprometem as coronárias, há risco de infarto; nas artérias cerebrais, o risco é de acidente vascular cerebral isquêmico.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a dislipidemia se caracteriza por níveis elevados de lipídios no sangue, incluindo colesterol e triglicerídeos. Embora essas gorduras sejam essenciais para o corpo, seu excesso aumenta consideravelmente o risco de eventos cardiovasculares, como infarto e derrame.
Doença arterial periférica e a relação com a dislipidemia
A doença arterial periférica é marcada pela obstrução das artérias, e a dislipidemia é um de seus principais fatores de risco. As artérias transportam sangue rico em oxigênio para os órgãos, e quando há bloqueios, o fornecimento de oxigênio aos membros inferiores fica comprometido. Durante atividades físicas, como caminhada, o corpo aumenta o fluxo sanguíneo para as pernas, mas a obstrução dificulta a passagem do sangue, provocando dor — conhecida como claudicação intermitente.
De acordo com Raphael Mendes Ritti Dias, especialista em Educação Física com foco em exercícios para doenças cardiovasculares e professor da Universidade Nove de Julho, a doença arterial periférica apresenta quatro estágios:
Inicial – a doença está presente, mas sem sintomas perceptíveis.
Segundo estágio – dor ao caminhar.
Terceiro e quarto estágios – dor mesmo em repouso, podendo evoluir para úlceras e complicações graves, frequentemente exigindo intervenção cirúrgica.
A prática regular de exercícios físicos, supervisionada por profissionais, pode reduzir sintomas, melhorar a qualidade de vida e aumentar a distância percorrida ao caminhar. Além disso, um corpo fisicamente ativo ajuda a controlar doenças associadas, já que a obstrução de uma artéria pode indicar problemas em outras partes do corpo, como coração ou cérebro.
Caminhada: uma estratégia prática e eficaz
A caminhada é uma excelente opção de atividade física, pois é simples, acessível e não requer equipamentos específicos. No entanto, pacientes com doença arterial periférica podem sentir mais esforço ao se exercitar. Por isso, é importante que cada pessoa encontre um tipo de exercício que goste e se sinta confortável praticando, aumentando as chances de manter uma rotina ativa de forma consistente.

Fonte: Ministério da Saúde



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