Publicado em 17/05/2025
Depressão na adolescência: atenção aos sinais
A depressão na adolescência é uma condição de saúde séria e que precisa ser tratada com responsabilidade. Quando não recebe o acompanhamento adequado, pode trazer consequências graves, como abuso de substâncias e até risco de suicídio.
Diferente das oscilações emocionais comuns dessa fase da vida, a depressão causa sofrimento intenso e interfere diretamente na rotina do adolescente, prejudicando o desempenho escolar, os relacionamentos familiares e as amizades.
Principais sintomas
Os sinais de depressão na adolescência podem variar, mas geralmente incluem:
Irritabilidade ou explosões de raiva, mesmo por situações pequenas;
Choro frequente;
Perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas;
Baixa autoestima;
Dificuldade de concentração, memória e tomada de decisões;
Isolamento social;
Falta de cuidado com a própria higiene e aparência.
Também podem ocorrer alterações no sono e no apetite, como dormir em excesso ou ter insônia, comer demais ou perder o apetite, resultando em mudanças no peso corporal.
Em alguns casos, o adolescente pode apresentar queixas físicas sem causa aparente, como dores de cabeça ou dores abdominais.
Sinais de alerta mais graves incluem automutilação (como cortes ou queimaduras) e pensamentos ou comportamentos suicidas. Nessas situações, é fundamental buscar ajuda profissional imediatamente.
Causas da depressão na adolescência
A depressão costuma ter origem multifatorial, envolvendo uma combinação de fatores, como:
Alterações hormonais;
Baixa autoestima;
Experiências traumáticas;
Conflitos familiares;
Pressões sociais e influência das redes sociais.
O tratamento pode envolver psicoterapia, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico com uso de medicação.
Depressão ou mudança de humor?
Mudanças de humor são comuns na adolescência e geralmente são passageiras, relacionadas às transformações físicas e emocionais dessa fase.
Já a depressão é persistente, causa sofrimento significativo e compromete o funcionamento do adolescente em diferentes áreas da vida, como em casa, na escola e nas relações sociais.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico geralmente começa com a avaliação do pediatra, que analisa os sintomas e pode aplicar questionários específicos para diferenciar alterações típicas da idade de um quadro depressivo.
Se necessário, o adolescente é encaminhado para psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação mais aprofundada. O médico também pode solicitar exames laboratoriais para investigar alterações hormonais, problemas de tireoide, deficiências nutricionais ou uso de álcool e drogas, descartando outras possíveis causas físicas.
Para confirmar o diagnóstico, os sintomas precisam estar presentes por um período significativo e impactar diferentes áreas da vida do adolescente.
O papel da família
O apoio familiar é fundamental durante esse processo. Amor, diálogo, paciência e companheirismo fazem toda a diferença na recuperação. Escutar sem julgamentos, acolher os sentimentos e buscar ajuda profissional são atitudes que podem transformar a trajetória do adolescente e contribuir para sua saúde emocional.
Se houver suspeita de depressão, não hesite em procurar orientação especializada. Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física.
Fonte: Tua Saúde