Publicado em 15/08/2025
O Mês do Aleitamento Materno no Brasil foi instituído pela Lei nº 13.435/2017, que determina que, durante o mês de agosto, sejam intensificadas ações intersetoriais de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno, tais como:
– realização de palestras e eventos;– divulgação nas diversas mídias;– reuniões com a comunidade;– ações de divulgação em espaços públicos;– iluminação ou decoração de espaços com a cor dourada.
O mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação. A cor dourada está relacionada ao “padrão ouro” de qualidade do leite materno.
A história da Semana Mundial de Aleitamento Materno teve início em 1990, em um encontro da Organização Mundial da Saúde (OMS) com o UNICEF, ocasião em que foi elaborado o documento conhecido como “Declaração de Innocenti”. Para cumprir os compromissos assumidos pelos países após a assinatura desse documento, em 1991 foi fundada a Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA). Em 1992, a WABA criou a Semana Mundial de Aleitamento Materno e, todos os anos, define um tema a ser trabalhado, além de disponibilizar materiais que são traduzidos em diversos idiomas e utilizados em cerca de 120 países.
A Semana Mundial da Amamentação (SMAM) é marcada por dias de intensas atividades que buscam promover o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida, com manutenção da amamentação até os dois anos ou mais. A iniciativa está focada na sobrevivência, proteção e desenvolvimento da criança, sendo considerada um importante instrumento de promoção do aleitamento.
Em 2020, o tema definido foi “Apoie o aleitamento materno para um planeta mais saudável”, com os seguintes objetivos:
– Informar a população sobre as relações entre amamentação, meio ambiente e mudanças climáticas, destacando as conexões entre a saúde humana e os ecossistemas naturais;– Reforçar a amamentação como uma decisão ambientalmente responsável, por ser natural, renovável e segura;– Engajar indivíduos e organizações para ampliar o impacto das ações, enfrentando desigualdades que dificultam o desenvolvimento sustentável;– Estimular iniciativas que contribuam para a saúde do planeta e das pessoas, considerando o impacto da alimentação infantil no meio ambiente.
A amamentação é um dos melhores investimentos para salvar vidas infantis e melhorar a saúde, além de contribuir para o desenvolvimento social e econômico dos indivíduos e das nações. Criar um ambiente favorável a práticas adequadas de alimentação infantil é um compromisso coletivo. Proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno são estratégias fundamentais tanto em nível institucional quanto individual. Ações coordenadas, em situações normais e também em emergências, são essenciais para garantir que as necessidades nutricionais de todos os bebês sejam plenamente atendidas.
Por meio do leite materno, o bebê recebe anticorpos que ajudam a protegê-lo contra doenças como diarreia e infecções, especialmente as respiratórias. O risco de desenvolver asma, diabetes e obesidade também é menor em crianças que foram amamentadas, mesmo após o desmame. Além disso, a amamentação contribui para o desenvolvimento adequado da face e da arcada dentária, favorecendo a fala, a respiração e a formação de dentes mais fortes.
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde MS