Publicado em 29/11/2025
Onicofagia: o hábito de roer as unhas e seus riscos à saúde
Onicofagia é o termo médico utilizado para descrever o hábito de roer as unhas, sejam das mãos ou, em alguns casos, dos pés. Geralmente, o comportamento começa na infância, por volta dos 6 anos, ou no início da adolescência e, em muitos casos, acompanha o indivíduo até a vida adulta.
Não existe uma causa única para o problema. Pesquisas indicam que muitas pessoas que roem as unhas apresentam algum tipo de transtorno de ansiedade. No entanto, o hábito também pode estar relacionado a estresse, tédio, fome, medo, insegurança ou timidez.
Para muita gente, trata-se de um comportamento difícil de superar. Apesar disso, nem sempre é levado a sério, pois costuma ser visto apenas como uma questão estética. Porém, a onicofagia vai além da aparência e pode trazer riscos à saúde.
Algumas pessoas relatam sensação de prazer ou relaxamento ao roer as unhas. Muitas vezes, o ato acontece de forma automática, especialmente durante atividades que exigem concentração ou em situações desafiadoras.
Riscos e consequências
Independentemente da causa, a onicofagia pode provocar diversos problemas. As unhas funcionam como uma proteção natural dos dedos, atuando como barreira contra a entrada de microrganismos no organismo. Ao roê-las, essa proteção é comprometida.
O hábito pode causar:
Alterações nas articulações da face, especialmente na região da mandíbula, devido à pressão exercida pelos dentes;
Danos à estrutura das unhas, como rachaduras e deformações;
Irritação, vermelhidão, inchaço e dor ao redor das unhas;
Em casos mais graves, formação de bolhas ou abscessos.
Os ferimentos nas cutículas e nas pontas dos dedos tornam-se porta de entrada para infecções. Ao levar as mãos à boca, impurezas, bactérias, vírus e outros microrganismos também podem ser introduzidos no organismo.
Além disso, o hábito pode provocar:
Desgaste do esmalte dentário, favorecendo o surgimento de cáries;
Lesões nas gengivas;
Alterações no posicionamento dos dentes;
Bruxismo (ranger dos dentes);
Problemas digestivos, devido à ingestão de pequenos fragmentos de unhas;
Dificuldades em atividades que exigem precisão manual, como desenhar ou tocar instrumentos.
Tratamento e formas de controle
Embora muitas vezes pareça inofensivo, o hábito pode se tornar preocupante quando passa a causar lesões ou sofrimento emocional.
Algumas estratégias conhecidas para tentar interromper o comportamento incluem:
Usar esmaltes com gosto amargo;
Mascar chicletes sem açúcar;
Colocar unhas postiças;
Manter as mãos ocupadas com bolinhas de borracha ou atividades manuais;
Manter as unhas sempre curtas e bem cuidadas;
Utilizar mordedores de borracha em momentos de maior ansiedade.
No entanto, a forma mais eficaz de lidar com a onicofagia é buscar ajuda profissional para identificar sua causa. Em alguns casos, pode ser necessário acompanhamento psicológico ou, quando indicado, tratamento medicamentoso.
Além disso, adotar estratégias para controlar a ansiedade pode contribuir significativamente para a melhora do quadro. A prática regular de atividades físicas, o cultivo de hobbies, uma boa qualidade de sono e uma alimentação equilibrada são hábitos que auxiliam na redução do estresse e favorecem o bem-estar geral.
Importante: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e prescrever medicamentos. As informações apresentadas têm caráter exclusivamente educativo.
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde MS